Sinto-me ilhado. Há um rio, a vida flui nele, mas eu fico, somente assistindo. Mas tenho que mostrar um sorriso arco-íris totalmente complacente, já que só o amarelo não o representa. Minto. Sinto-me feliz algumas vezes, mas é insignificante. E por mais que eu demonstre estar triste, ninguém percebe, pois sempre fui alegre e engraçado, então quando algo não está nesse padrão, é simplesmente um "cansaço", uma noite "mal-dormida". E que culpa têm as pessoas em não perceberem? Nenhuma, sempre me mostrei desse jeito e elas não possuem como desvendar-me. E no fundo, não quero que elas me vejam triste, segurando-me para não chorar em momentos banais: pois seria o resumo de alguém fraco, do meu interior que durante minha vida sempre tentei maquear.
Mas sempre há esperança.
Calma; isso não aplica-se totalmente a minha pessoa. Sei que, talvez, na faculdade, as coisas melhorem. Ou as coisas serão em vão? E se algo me acontecer como o caso do Frank? Então tornarei me um burrinho, ou um louco sedento por luzes.
Talvez eu pudesse mudar minha realidade. Deixar de ser um covarde e parar de conformar com meus problemas. Mas se eu fizer isso, deixarei de ser o Eduardo que sou, e serei outro totalmente diferente, pois são certas decisões e peculiaridades diante de problemas que tornam um ser único no universo. Ou não. Talvez isso seja somente uma forma de me esconder novamente, de tirar a culpa das minhas costas. São tudo talvezes, incertezas.
Incertezas de um futuro incerto.

[Desculpem-me por não comentar no blog de vocês. Pois se for para ser falso, prefiro não ser aqui. E um desculpe maior ainda para o Viajante Interdimensional, pois ainda não pude passar em seu blog.]




